quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Será adeus?

Sentir sua falta? não sei se é só sentir sua falta. É como estar em cima de uma corda bamba você balança, precisa de muito equilibrio, de muita calma e você nunca tem certeza se vai conseguir se manter ali em pé, tem que ser forte, tem que ter concentração, persistência e mesmo cansado deve continuar, eu sei, é assim que você está.

É incerto se te terei de novo aqui, não consigo mais e o medo de te perder me destroi, medo do abandono, medo do nunca mais. Ah, já perdi tanto. Não consigo me conformar, ser forte já é impossível, tento imaginar você saindo desse lugar... Difícil, muito difícil você sair desse quarto de hospital e ir pra casa...

As esperanças são poucas, você já sofreu tanto, já passou por tantas coisas. Meu coração te pede, te suplica: seja forte, não me deixe, continue aqui me protegendo, por favor! Só você pode me tirar dessa agora, só você pode me tirar essa dor, essa saudade.

Está tudo tão vazio sem você aqui, sem suas besteiras, sem suas chatices, sem seus ciúmes. Preciso de ti aqui, preciso das suas palavras, até de suas idiotices.

Mas se for melhor pra ti, se for melhor pra você partir, vai... Vai com calma, vai em paz, vai com Deus, vai olhando todos nós, vai se juntar aos anjos, meu anjo bom.

This is Goodbye (8' .

André Thiago Mendes Mariano s2

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Marcas.


As vezes queremos tanto uma coisa, fazemos de tudo para consegui-la e depois, quando a temos desejamos exatamente ao contrario, queremos de todas as formas nos livrar.

Não entendo porque somos assim, porque lutamos, e fizemos de tudo por uma coisa ou pessoa, as vezes até sofremos... Pra depois querer que tudo voltasse a ser como antes, que tudo fosse apagado, é como escrever um texto enorme e cansativo de lápis e depois pegar uma borracha e apagar por completo o que foi escrito, mas ai você percebe, não tem como apagar tudo... As marcas que foram feitas na folha ficam.

As consequências de nossas atos e de nossas palavras são eternas, algumas coisas podem até serem mudadas ou revertidas, mas as marcas e consequências são pra sempre.

sábado, 27 de novembro de 2010

Uma palavra define tudo: admiração.


Hayley Williams, Caio Fernando de Abreu, Oliver Sykes,
Renato Russo, PC Siqueira, Tati Bernardi s2

Promessas.



Em minha vida já ouvi várias promessas, de diversos tipos e maneiras... "Prometo que não contarei nada a ninguém." "Prometo nunca te deixar."Prometo te amar pra sempre." "Prometo não te abandonar." E sabe o que aconteceu? Nenhuma promessa foi cumprida, por isso abomino promessas, porque promessas foram feitas para serem quebradas.

São como as regras, você sabe que não obedece-las é errado... Mas acaba sendo tão exitante quebra-las, que você nem se preocupa o que isso vai causar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Definição do meu eu.

Em mim quase tudo é loucura, quase tudo é impulso, na maioria das vezes sou feita de momentos. Quando estou triste choro. Quando estou feliz sorrio sem parar. Quando estou irritada nem fale comigo, posso ser extremamente grossa.

Sou muito ciumenta, sinto ciumes até de quem eu mal conheço, embora nunca admito. Sou a melhor amiga que se pode ter e a pior inimiga que se pode imaginar. Sei falar bem, sei me expressar... Mas quase tudo em mim é sem nexo.

Sou drámatica, melancólica, sentimental, mas só em meus textos. Odeio expressar meus sentimentos em realidade, sou a pessoa mais desconfiada que você possa conhecer, em mim quase tudo é emoção... Mas entre razão e coração, fico com a razão.

Não me apaixono fácil, mas quando isso acontece fico completamente perplexa e faço de tudo pra fugir desse sentimento.

Sou estranha, mal-humorada na maioria das vezes, sou mistério, sou indecisão, sou coragem, sou tristeza, sou razão, mas há muita emoção dentro de mim...

Um tanto quanto bipolar, ás vezes infantil, teimosa, vivo fazendo birra, sou cruel comigo mesma, me culpo pelo passado, abomino meus erros, mas continuo errando...

Tenho um cemitério dentro da cabeça, meus melhores amigos já se foram, mas em mim eles continuam vivos... Dou mais valor a eles, do que a quem está no momento ao meu lado, talvez isso seja um erro. Eu entendo meus amigos, mas eu nunca me entendo.

Há duas palavas que me definem muito bem: confusão e mistério.

(Meu livro.)


Eu sempre amei, amava tudo e talvez, todos. Sempre fui a pessoa mais mais amável e mais feliz que todos já viram. Mas ai você chegou, você me deu o que eu tanto queria, disse que me amava, que cuidaria de mim e dos meus sentimentos... Ilusão, doce ilusão...

Você simplismente me deixou aqui, em um dia de chuva qualquer, você se foi e eu sabia, você não iria voltar.

Você me chamava de fria, de mal-humorada, de insensível... Definitivamente, eu não era assim, havia sentimentos dentro de mim até que te conheci e me apaixonei... E então você me fez mata-los um por um.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

(parte do meu livro)


No final de tudo, no final daquele feriado um tanto quanto chuvoso e depois daquela dolorosa conversa eu percebi... Eu sou o que resta, meu amor próprio basta.

Sempre me diziam que as coisas passam, que é só uma 'fase ruim'.

Eu achava isso... Eu achava que com o tempo iria passar, eu ia sofrer uma vez, talvez duas. Mas nunca imaginei que isso ia acontecer sempre, que eu sempre iria me decepcionar com as pessoas cada dia mais e que isso me traria tanta dor.

Então eu peguei todos os meus sentimentos e os botei dentro de um baú dentro do meu próprio corpo... Deixei tudo lá, guardado, escondido, trancafiado e talvez, esquecido.

Sentei em minha cama e chorei, chorei tudo o que tinha pra chorar, lavei minha alma com minhas lágrimas, lágrimas que me doiam muito, até que adormeci e sonhei com o meu passado, com meus amigos que já se foram.

No outro dia acordei decidida, com meu sorriso um tanto quanto sínico, parei em frente ao espelho e disse: Ninguém me atinge, não sou fraca a esse ponto. Não me apaixonei por ele e a palavra amor é desconhecida para mim e então sai com o meu sorriso que por sí próprio dizia: faça o que quiser, você não é o suficiente pra me atingir. Mas por dentro, eu estava morrendo aos poucos.